O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) destacou a mobilização de parlamentares e a repercussão pública em torno da decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública de elevar a classificação indicativa do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, da Record, de livre para 12 anos.
A controvérsia começou após a publicação da Portaria nº 2.272, de 28 de outubro de 2026. O documento atribuiu ao programa classificação de 12 anos, com base em descritores como violência, atos criminosos, drogas lícitas e estigma ou preconceito.
Diante da decisão, Alden passou a cobrar esclarecimentos sobre os critérios utilizados pelo ministério. Entre os questionamentos apresentados pelo parlamentar estão o acesso aos pareceres técnicos e a identificação dos episódios e das cenas que fundamentaram a mudança.
“A mobilização dos parlamentares e a reação da sociedade demonstram a importância da fiscalização. Nosso mandato participou dessa cobrança porque entendemos que a proteção das crianças deve caminhar junto com a liberdade religiosa e a aplicação de critérios técnicos justos e transparentes”, afirmou.
Deputado defende tratamento isonômico
O parlamentar declarou que continuará acompanhando os desdobramentos administrativos do caso e cobrando tratamento igualitário para produções religiosas e não religiosas.
“Não estamos pedindo privilégios. Estamos exigindo transparência, coerência e respeito à Constituição. A liberdade religiosa e a proteção das nossas crianças precisam ser defendidas com a mesma seriedade”, concluiu Alden.