O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, afirmou nesta quinta-feira (26), durante entrevista à Rádio Metrópole, que pretende combinar articulação política com qualificação técnica caso volte a disputar e vença o comando do Palácio de Ondina em 2026. Ao comentar sua visão sobre gestão pública, Neto defendeu a renovação de lideranças e disse que há áreas do Estado que, em um eventual governo seu, seriam “inegociáveis”.
Durante a entrevista, ACM Neto citou nomes que, segundo ele, representam quadros políticos que foram projetados ao longo de sua trajetória administrativa e partidária. Ao mencionar lideranças como Léo Prates, Bruno Reis, Ana Paula Matos, Belitardo e Silvio Pinheiro, o ex-prefeito afirmou que considera essencial abrir espaço para novos nomes na política baiana.
“É projetar quadros. A gente tem que ter esse dever de renovar a política”, declarou.
Na mesma linha, ACM Neto também elogiou o prefeito de Jequié, Zé Cocá, ao afirmar que ele já é um nome consolidado no cenário político e que pode ampliar ainda mais sua projeção no estado. Segundo o ex-prefeito de Salvador, lideranças com experiência e capacidade administrativa precisam ser valorizadas.
“Eu acho que Zé Cocá, que já é um político consolidado, experiente, ele agora vai poder mostrar a toda a Bahia as suas qualidades e o seu valor”, afirmou.
Ao tratar da relação entre política e administração pública, ACM Neto disse que não vê incompatibilidade entre articulação institucional e eficiência de governo. Pelo contrário: segundo ele, a política é parte necessária da construção administrativa, desde que seja utilizada com responsabilidade e foco em resultado.
“O espaço da política tem que existir. Não existe você conseguir tocar um governo sem a política”, disse.
Como exemplo, o ex-prefeito citou sua passagem pela Prefeitura de Salvador, afirmando que, durante os oito anos de gestão, manteve relação estável com a Câmara Municipal e conseguiu aprovar projetos sem grandes impasses, justamente por prestigiar a atividade política e incorporar nomes qualificados da vida pública ao Executivo.
Apesar disso, ACM Neto ressaltou que pretende estabelecer limites claros entre a ocupação política de espaços e a exigência técnica em determinadas áreas estratégicas da administração estadual. Segundo ele, há setores que não devem ser tratados como moeda de negociação partidária.
“Existem áreas do Estado que são inegociáveis, que eu não vou sentar para conversar com ninguém, exceto na busca dos quadros técnicos mais qualificados”, afirmou.
Ao exemplificar esse raciocínio, o pré-candidato fez críticas diretas ao tratamento dado à área da Agricultura pelos governos petistas na Bahia. Na avaliação de ACM Neto, a pasta perdeu relevância institucional ao longo dos últimos anos e passou a ser usada como espaço residual de acomodação política.
“Nos últimos anos, no governo do PT, a Secretaria de Agricultura virou o patinho feio. Por último, aquele partido que não conseguiu acertar nada, nem negociar nada, indica lá o secretário de Agricultura. Eu não farei isso”, declarou.