A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou a antecipação da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Salvador, marcada para segunda-feira (9), e manifestou preocupação com a candidatura de Alexandre Aleluia (Novo), que já reúne ampla maioria de apoios. Fora do país para participar de um compromisso do partido, a parlamentar teve licença aprovada em plenário e defendeu que a votação ocorresse no final de dezembro, conforme prevê o Regimento Interno da Casa.
Integrante da bancada de oposição, Aladilce afirmou que a antecipação impediu uma discussão mais ampla sobre a sucessão e os impactos das eleições gerais na correlação de forças políticas. Para ela, também seria necessário avaliar a gestão da Câmara e o papel do Legislativo diante dos desafios de Salvador.
A vereadora criticou o posicionamento político de Aleluia e afirmou que, durante o mandato, ele foi porta-voz de pautas ultraliberais, defendeu interesses do capital imobiliário e posições que classificou como machistas, LGBTfóbicas e conservadoras. Aladilce também destacou que o vereador é identificado com ideias da extrema direita.
Apesar de reconhecer que a oposição, formada por 10 dos 43 vereadores, não tem votos suficientes para apresentar uma chapa competitiva, a parlamentar afirmou que não aceitará que essas posições sejam levadas à presidência da Câmara. Ela disse que cobrará independência da Mesa Diretora em relação ao Executivo e aos interesses partidários e empresariais, além do cumprimento do Regimento Interno e da legislação.
Aladilce também afirmou que continuará cobrando da Câmara posicionamentos sobre um PDDU democrático e participativo, melhorias na mobilidade urbana e a viabilidade da tarifa zero para estudantes e desempregados.