O secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia, Adolpho Loyola, reforçou, nesta terça-feira (11), durante entrevista à Rádio Piatã FM, a estratégia política de vincular as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na eleição deste ano.
Questionado sobre o movimento de eleitores que afirmam, nas redes sociais, que pretendem votar em Lula para presidente e em ACM Neto para governador, Loyola afirmou que o governo não trata a questão como uma estratégia específica, mas que pretende apresentar ao eleitorado os resultados que, segundo ele, foram obtidos a partir da parceria entre os governos federal e estadual.
“Não é uma estratégia, mas nós temos que deixar claro para o povo baiano que vota em Lula, que sempre votou em Lula desde 89, que com a parceria Lula-Jerônimo é melhor para a Bahia”, afirmou.
Na avaliação do secretário, os três anos e sete meses da gestão Jerônimo demonstrariam os resultados dessa aproximação. Loyola citou investimentos em infraestrutura, saúde e mobilidade urbana como exemplos de ações que, segundo ele, foram viabilizadas pela parceria entre os governos.
“Esses três anos e sete meses do governo Jerônimo mostrou-se muito isso. Um Estado que investiu como investiu, grandes obras de infraestrutura, grandes obras na área de saúde, grandes obras na mobilidade urbana, graças a essa parceria do governador Jerônimo com o governo Lula”, declarou.
Loyola também afirmou que o grupo político do governador pretende assumir explicitamente o alinhamento com Lula durante a campanha, sem esconder o projeto político defendido pelo PT e seus aliados.
“Nós sempre estivemos do lado de Lula. Nós não escondemos o projeto político que nós fazemos parte. Quem tem um projeto de alinhamento do governo Lula com o governo do Estado somos nós. E nós vamos deixar claro isso para a população”, disse.
Ao tratar do campo adversário, o secretário estabeleceu uma comparação entre os projetos políticos que, segundo ele, estarão em disputa. Loyola associou a oposição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro, além de mencionar os governos de Michel Temer e Bolsonaro.
“O projeto do opositor é com Flávio Bolsonaro. E nós vimos, o projeto do opositor ajudou o impeachment de Dilma. Então, o projeto do opositor é o projeto de Temer e de Bolsonaro”, afirmou.
As declarações fazem parte da estratégia de Loyola de apresentar a eleição como uma disputa entre projetos políticos distintos, colocando de um lado a aliança entre Lula e Jerônimo e, de outro, o campo oposicionista.
Na entrevista, o secretário também utilizou o conceito de soberania nacional para definir a posição defendida pelo grupo governista e voltou a destacar a relação entre Lula e Jerônimo.
“O projeto do opositor é ficar de joelhos para os Estados Unidos, é ficar de joelhos para os poderosos. Nós não, nós temos um projeto de soberania e nós apoiamos o presidente Lula e o presidente Lula nos apoia”, concluiu.