Acelen anuncia novo corte nos combustíveis e Bahia tem segunda redução seguida em Mataripe

Foto: Divulgação
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A Acelen, administradora da Refinaria de Mataripe, aplicou nesta quinta-feira (23 de abril de 2026) a segunda redução consecutiva nos preços dos combustíveis vendidos às distribuidoras na Bahia. O recuo ocorre após um período de forte pressão nos preços internacionais do petróleo, impulsionado pela guerra no Irã, que havia gerado uma sequência de altas entre março e o início de abril.

Na gasolina A, a redução foi de R$ 53,10 por metro cúbico (cerca de 5,3 centavos por litro). Com isso, o preço médio nas bases baianas, que flutuava entre R$ 3,90 e R$ 3,98, agora passa a operar no intervalo de R$ 3,85 a R$ 3,93 por litro (sem tributos). Somada ao corte anterior do dia 16 de abril, a gasolina já acumula uma queda de quase 24 centavos nas refinarias neste mês.

Os tipos de diesel também acompanharam o movimento de baixa:

Diesel S10: Redução de R$ 62,20 por metro cúbico (~6,2 centavos por litro), variando agora entre R$ 5,86 e R$ 5,95.

Diesel S500: Recuo idêntico de R$ 62,20 por metro cúbico, com preços entre R$ 5,64 e R$ 5,73 por litro nas bases.

Acúmulo: Desde a primeira quinzena de abril, o diesel já recuou cerca de 28 centavos por litro na refinaria.

Impacto nas bombas e desigualdade regional

Apesar do alívio vindo de Mataripe, o consumidor final ainda sente os efeitos de forma lenta e desigual. Dados da última pesquisa da ANP (12 a 18 de abril) mostram que o preço médio da gasolina na Bahia caiu apenas 0,9%, fixando-se em R$ 7,33. O diesel S10 apresentou média de R$ 8,07.

Em algumas cidades, como Guanambi, os preços permanecem estagnados em R$ 7,49 na maioria dos postos, evidenciando que o repasse das distribuidoras para as bombas não é automático. Especialistas apontam que a política comercial própria da Acelen, adotada desde a privatização em 2021, torna o mercado baiano mais sensível a crises geopolíticas externas do que estados abastecidos pela Petrobras.

"O consumidor baiano ainda continua pagando caro pelos combustíveis, mostrando que o repasse das quedas da refinaria segue desigual", aponta a análise do cenário atual. A expectativa é que, com este segundo corte consecutivo, os preços médios nas próximas pesquisas semanais da ANP apresentem uma queda mais robusta, dependendo agora da velocidade de repasse dos postos de combustíveis.

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