O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), afirmou nesta terça-feira (7), durante entrevista à Rádio Baiana FM, que a construção da Ponte Salvador-Itaparica está em andamento e voltou a atribuir o atraso no cronograma aos impactos da pandemia de Covid-19 e à necessidade de renegociação do contrato firmado com o consórcio responsável pela obra.
Segundo Rui, o contrato foi assinado pouco antes do agravamento da crise sanitária mundial, o que comprometeu a execução do projeto.
"Um mês depois da assinatura do contrato nós tivemos o pico da pandemia. O consórcio era chinês e a China ficou fechada durante dois anos."
O petista explicou que, com a retomada das atividades econômicas, houve uma alta significativa nos custos das grandes obras de infraestrutura em diversos países, tornando necessária a revisão das condições contratuais.
"Quando retomou, todas as grandes obras de infraestrutura no mundo inteiro ficaram desalinhadas por causa da explosão de preços. Foi preciso entrar em um processo longo de repactuação do contrato, que envolveu o Tribunal de Contas do Estado."
Rui também elogiou a atuação do governador Jerônimo Rodrigues e da equipe da Casa Civil na condução das negociações.
"Jerônimo teve o método, junto com a Casa Civil, de liderar essa renegociação. A obra está em andamento e ficará pronta daqui a cinco anos, se Deus quiser."
Na entrevista, o ex-governador ressaltou o impacto regional da Ponte Salvador-Itaparica, afirmando que a estrutura beneficiará grande parte do território baiano.
"São 60% dos municípios da Bahia que serão beneficiados com essa ponte. Ela vai transformar o Sul e o Baixo Sul do estado."
Ao rebater críticas de adversários políticos, Rui Costa comparou o empreendimento, estimado em cerca de R$ 10 bilhões, com uma obra pública de menor porte que, segundo ele, permanece inconclusa desde 2021.
"Acho engraçado quando criticam uma obra de R$ 10 bilhões, mas uma simples escola para autistas começou em 2021 e estamos em 2026."
Na sequência, ele questionou a condução da obra e criticou a decisão de manter a mesma empresa responsável pela execução.
"Foi assinado um contrato de R$ 12 milhões. A empresa não concluiu a obra e contrataram a mesma empresa por um valor maior do que o contrato original."