O deputado estadual reeleito Roberto Carlos (PV) avaliou o resultado das eleições durante entrevista ao programa “Vale Comentar”, de Juazeiro, nesta terça-feira (6). Para ele, a renovação dos mandatos é uma das características do processo democrático.
“A democracia é boa por causa disso: a possibilidade de as pessoas fazerem as mudanças na hora que acharem necessário. E a política é esse vestibular que, de quatro em quatro anos, você tem que fazer essa renovação. Você é avaliado de quatro em quatro anos se renova esse vestibular ou não”, afirmou.
Renovação na Assembleia
Roberto Carlos destacou a renovação ocorrida na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) após as eleições. Segundo ele, cerca de 38% dos parlamentares não permanecerão na Casa para a próxima legislatura.
“A renovação da Assembleia Legislativa se deu percentualmente em 38%, quase 40%. São mais de 20 deputados novos”, declarou.
O deputado afirmou que considera a própria reeleição uma demonstração de aprovação ao trabalho realizado durante o mandato.
“Graças a Deus que o povo me avaliou, bem avaliou o nosso mandato. E teve aprovação para a renovação do nosso mandato com uma votação maior”, disse.
“Eu cresci”
Roberto Carlos comparou a votação obtida nas últimas duas eleições e destacou o crescimento no número de votos.
“Na eleição anterior eu tive 57 mil votos. Hoje eu estou com 64 mil votos. Um crescimento considerável para um deputado que está no sétimo mandato”, afirmou.
Críticas à estrutura política de candidatos
Durante a entrevista, o deputado também comentou a eleição de novos parlamentares e fez críticas ao uso de estruturas políticas e administrativas durante as campanhas. Segundo ele, parte dos candidatos eleitos contou com apoio de grupos políticos ligados a administrações municipais.
“A gente viu esses deputados novos que apareceram, boa parte com apadrinhamento político, com herança política, com estrutura monstruosa e ainda contando com a estrutura da prefeitura municipal”, afirmou.
Roberto Carlos citou ainda casos de ex-prefeitos que, segundo ele, deixaram os cargos, mas mantiveram influência política nos municípios por meio de aliados que assumiram as prefeituras.
“Não foi um, nem dois, nem três, nem quatro que fizeram isso. Foram muitos daqueles que precisaram se candidatar e hoje conseguiram sua reeleição, graças a essa estrutura da prefeitura municipal”, declarou.