ACM Neto (União Brasil) afirmou que uma eventual gestão à frente do Governo da Bahia não dependeria de alinhamento político com o presidente da República. Durante entrevista à Band Bahia, em parceria com a Tribuna da Bahia, o candidato criticou obras que classificou como promessas não cumpridas pelo governo Jerônimo Rodrigues (PT) e defendeu uma relação institucional com o governo federal, independentemente de quem vencer a eleição presidencial.
Entre os projetos citados por Neto estão a Ponte Salvador-Itaparica, intervenções nas BR-324 e BR-242 e a ponte sobre o Rio Jequitinhonha. Para o candidato, a situação dessas obras contraria o argumento de que pertencer ao mesmo grupo político do presidente seria suficiente para garantir investimentos e projetos para a Bahia.
“É bom lembrar que, há quatro anos, Jerônimo Rodrigues se elegeu. Basicamente, o discurso que ele tinha era dizer que era do mesmo partido do presidente da República e que aquilo resolveria todos os problemas da Bahia. Cadê a ponte? Não existe”, afirmou.
Ao falar sobre as rodovias, Neto também citou a cratera que permaneceu aberta na BR-324 e criticou as condições da BR-242, apontada como uma das principais ligações entre Salvador e o Oeste baiano.
“A BR-324, esse caos está lá, está sendo tapado. [...] E o buraco do Jero, que agora estão tapando depois de fazer aniversário, né? Já são quase dois meses convivendo com o buraco lá, aquela cratera aberta”, declarou.
O candidato ainda mencionou a ponte sobre o Rio Jequitinhonha ao listar obras que, segundo ele, permanecem sem solução. Na avaliação de Neto, os exemplos demonstrariam que a proximidade partidária entre diferentes governos não garante automaticamente a execução de projetos.
“Então, não é ser do mesmo partido que resolve as coisas automaticamente”, disse.
Para sustentar a proposta de manter uma relação institucional com o governo federal, Neto relembrou sua passagem pela Prefeitura de Salvador. Ele afirmou que, durante os oito anos em que comandou a capital baiana, manteve diálogo com presidentes de diferentes partidos.
“Eu, como prefeito, trabalhei com Dilma, trabalhei depois com Temer e, por último, com Bolsonaro e saí com mais de 80% de aprovação da Prefeitura”, afirmou.
Neto também citou o período em que Dilma Rousseff (PT) presidia o país para dizer que Salvador conseguiu avançar mesmo sem pertencer ao mesmo grupo político do governo federal ou estadual.
“Salvador teve a coragem de escolher um outro caminho”, declarou.
Ao projetar uma eventual gestão estadual, o candidato afirmou que pretende separar a disputa eleitoral da relação institucional entre os governos. Segundo ele, o diálogo com o Palácio do Planalto deverá ocorrer independentemente de sua preferência pessoal na eleição presidencial.
“Eu vou construir o diálogo, eu vou separar o palanque. A disputa eleitoral acaba em outubro. A partir daí começa um trabalho responsável, institucional, de parceria”, afirmou.
Neto concluiu dizendo que, se eleito, trabalhará com o presidente escolhido pelos brasileiros nas urnas.
“Eu vou trabalhar com o presidente que os brasileiros escolherem democraticamente em outubro deste ano”, declarou.