O vereador Hélio Ferreira (PCdoB) contestou, nesta terça-feira (27), na Câmara Municipal de Salvador, a justificativa apresentada pela prefeitura para os atrasos e a redução da circulação de ônibus no domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais.
Para o parlamentar, a alegação de que veículos foram retidos nas garagens por causa de uma colagem clandestina de adesivos partidários não justifica os problemas no transporte público. Ligado à categoria dos rodoviários, ele questionou a quantidade de coletivos citada pela gestão municipal.
“Até porque 75 carros com adesivo não é adesivaço, né? Em uma frota de 1.800 carros, você ter 75 carros com adesivo não é adesivaço”, declarou.
Vereador questiona retenção de coletivos
Hélio Ferreira também argumentou que a retirada de adesivos irregulares poderia ser feita em poucos segundos. Segundo ele, registros feitos nas garagens mostrariam ônibus retidos sem qualquer material de propaganda colado.
“Um adesivo a pessoa cola na rua, até um carro passando se cola, e um adesivo se tira em dois, três segundos”, afirmou.
Parlamentar critica justificativa da prefeitura
O vereador avaliou que a explicação da administração municipal atribui a terceiros a responsabilidade por problemas operacionais e de fiscalização. Para ele, a justificativa não esclarece adequadamente o que ocorreu durante a votação.
“Isso é justificar o injustificável. É querer cobrir o erro aí da gestão dessa situação que aconteceu, pra jogar em cima das costas de outras pessoas que não têm nada a ver”, concluiu.