No entrevista coletiva após o fórum promovido pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), nesta terça-feira (4), no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador, o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), detalhou os eixos prioritários de sua proposta de reforma administrativa. O ex-prefeito da capital baiana confirmou a criação de duas novas secretarias de primeiro escalão, ressaltando que o modelo global de governo prevê a redução de cargos e do número total de pastas.
"Tem duas secretarias que nós vamos criar — serão as duas novas secretarias —, que é a Secretaria da Pessoa com Deficiência e a Secretaria de Parcerias e Investimentos", anunciou ACM Neto.
Inclusão e apoio às famílias
Ao explicar o papel da Secretaria da Pessoa com Deficiência, o prefeiturável pontuou quatro eixos de atuação contínua voltados tanto aos cidadãos PCDs quanto aos seus familiares e cuidadores.
"Uma, o nome já se autodefine, para cuidar das políticas para as pessoas com deficiência, para trazer esse tema a uma importância de primeiro escalão do Estado, trabalhando com quatro vetores: saúde, educação/qualificação profissional, acessibilidade e o cuidado de quem cuida — ou seja, o cuidado com as famílias, principalmente as famílias mais pobres", detalhou.
Concessões e atratividade econômica pós-reforma tributária
Sobre a Secretaria de Parcerias e Investimentos, ACM Neto argumentou que o fim dos incentivos fiscais estaduais, provocado pela nova legislação tributária nacional, exigirá que a Bahia se diferencie pela qualidade da infraestrutura, agilidade de gestão e segurança jurídica.
"O propósito é ter um trabalho coordenado transversal do Estado na atração de empresas e na atração de investimentos para a solução de problemas na área de transporte, de infraestrutura e de logística, especialmente através de concessões — concessões de rodovias, concessões de portos, concessões de aeroportos, toda essa integração que foi falada aqui com tanta relevância para o futuro econômico do Estado", ressaltou.
O candidato acrescentou o cenário fiscal que justifica a nova estrutura: "Até porque, com a nova legislação tributária, vai acabar a possibilidade de incentivos fiscais, e aí a Bahia vai ter que se diferenciar pelo que vai poder apresentar de condições de implantação de negócios, de segurança jurídica e de eficiência de gestão. Então, é um novo modelo de governar, é uma nova visão para a Bahia."
Redução de cargos e reforma administrativa
Por fim, o postulante ao Palácio de Ondina assegurou que o envio do projeto de reforma para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) garantirá o enxugamento do aparato estatal, priorizando a eficiência.
"Agora, no saldo — e aí isso vai ser naturalmente concluído no momento em que a gente, já com a equipe de transição, for encaminhar um projeto para a Assembleia —, tudo isso naturalmente, se o baiano me quiser como governador, se Deus permitir que eu chegue lá, nós vamos mostrar o novo modelo de governo que, ao fim, terá a redução de secretarias e de cargos e de funções, mas que essas duas terão peso e importância nesse novo governo", concluiu ACM Neto.