A valorização das entidades negras que ajudam a construir a identidade do Carnaval de Salvador deve ultrapassar os limites de uma gestão municipal e se tornar uma política permanente, na avaliação da vice-prefeita e secretária da Saúde, Ana Paula Matos (PDT). A defesa foi feita nesta segunda-feira (14), durante o lançamento do edital do Prêmio Wanda Chase.
Em entrevista coletiva, Ana Paula destacou a necessidade de criar mecanismos que garantam apoio contínuo aos blocos afro e às entidades ligadas à cultura de matriz africana. Para a vice-prefeita, o reconhecimento do movimento negro precisa ser preservado independentemente de quem esteja à frente da Prefeitura de Salvador.
“A gente faz isso agora no governo, mas quer que seja uma política de Estado. Quer que, seja qual for o prefeito ou a prefeita, o movimento negro tenha garantido o seu valor e o seu reconhecimento”, afirmou.
Segundo Ana Paula, a intenção é ampliar gradualmente o número de entidades beneficiadas e estabelecer uma estrutura capaz de garantir a continuidade das ações de fomento cultural.
“Que essa semente, com esse número de entidades, aumente a cada ano”, acrescentou.
A vice-prefeita também defendeu que o apoio institucional tenha caráter permanente, com maior previsibilidade para as organizações responsáveis pela preservação da cultura e da memória negra no Carnaval soteropolitano.
A proposta, segundo a gestora, é fazer com que iniciativas de incentivo não fiquem condicionadas aos ciclos eleitorais ou à mudança de administração, criando uma política pública de longo prazo para fortalecer a tradição cultural de Salvador.