Candidato ao Senado do Time de Lula alertou para riscos à democracia e afirmou que brasileiros não podem colocar divergências políticas acima dos interesses do país
A defesa da soberania do Brasil deve estar acima de qualquer disputa política ou eleitoral. A mensagem foi, mais uma vez, destacada pelo candidato ao Senado do Time de Lula na Bahia, Rui Costa (PT), na noite desta quinta-feira (20), em Vitória da Conquista. O ex-ministro da Casa Civil do presidente Lula criticou a atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos e alertou para os riscos de interferências externas no país.
“É inimaginável ver alguém que foi eleito pela população viajar para outro país, fixar residência nesse outro país e começar a trabalhar para destruir o emprego no seu país, para fechar empresas no seu país”, disse Rui Costa, fazendo referência ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio Bolsonaro (PL), candidato que apoia o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) para o Governo da Bahia.
Para Rui Costa, o momento exige mobilização da sociedade. “Não é possível que o nosso país fique sendo ameaçado de forma permanente”, afirmou. As declarações foram dadas durante o lançamento da candidatura do ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre (PSD), a deputado estadual. O evento contou com a participação do senador Otto Alencar (PSD) e de diversas lideranças políticas da região.
Diante do público que acompanhava o ato, Rui fez um chamado para que a eleição deste ano também seja encarada como uma oportunidade de defesa da democracia e da independência do país. “Por isso eu quero, aqui, nesse salão lotado, pedir a ajuda de vocês, em nome do nosso país, em nome da democracia do nosso país, em nome da nossa família, da família de cada um de vocês”, afirmou.
O candidato ao Senado também relembrou as articulações para uma ruptura institucional após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023. Rui citou declarações recentes do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior, para sustentar que a ameaça de golpe no país foi concreta e que a preservação da democracia não pode ser tratada como uma questão superada.
“Para quem duvidava disso, achava que era só narrativa política, eu sugiro que leia a entrevista do comandante da Aeronáutica que ele deu essa semana, onde ele conta com detalhes o quanto pouco faltou para ter um golpe militar no nosso país [em 2023]”, pontuou.
Ao relacionar os episódios, Rui defendeu que a resposta deve vir também das urnas. Segundo ele, o país não pode voltar a conviver com ameaças de ruptura democrática, nem admitir que decisões sobre o seu futuro sejam condicionadas por interesses externos.
“Vocês, os filhos de vocês, os netos de vocês, não merecem ter uma experiência de viver em um país com ditadura novamente, não merecem viver em um país que não tem autonomia, que outro país mande no nosso país”, declarou.
Rui encerrou o apelo com uma defesa enfática do Brasil: “O povo brasileiro, na minha opinião, tem que dizer em alto e bom som: o Brasil é livre, o Brasil é soberano, o Brasil é independente e o Brasil não está submetido a nenhum outro país”.