A Bahia terá, na avaliação de Rui Costa (PT), papel central na disputa pela Presidência da República em 2026. Durante encontro com lideranças sindicais realizado na noite desta terça-feira (18), na sede do Sindquímica Bahia, em Salvador, o candidato ao Senado defendeu uma ampla mobilização no estado para ampliar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e buscar a reeleição do presidente já no primeiro turno.
Rui retomou a meta de aumentar em 1 milhão de votos a vantagem de Lula na Bahia em relação ao resultado de 2022. Naquele pleito, o presidente venceu no estado com uma diferença de aproximadamente 4 milhões de votos.
“A vitória do Lula no primeiro turno depende da Bahia. Será uma eleição muito dura, porque o país não tá votando mais olhando o currículo de ninguém”, afirmou Rui, ao lado do senador Jaques Wagner (PT).
Durante o discurso, o ex-governador também mencionou o cenário nacional e fez críticas ao candidato da oposição à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Rui questionou o desempenho eleitoral atribuído ao adversário e citou acusações relacionadas à atuação política de Flávio Bolsonaro.
Ao reforçar a importância da Bahia para a disputa nacional, Rui Costa pediu que sindicatos e movimentos sociais ampliem a mobilização tanto em Salvador quanto no interior. O ex-governador também defendeu que a militância dialogue com trabalhadores que não estão vinculados às categorias tradicionalmente organizadas.
“É por isso que mais uma vez eu acho que a Bahia vai ser decisiva”, declarou.
Rui também afirmou que a campanha deve apresentar aos eleitores ações e resultados do atual governo Lula. Na avaliação do candidato ao Senado, a atuação internacional do presidente deve ser utilizada como parte desse discurso.
“O presidente Lula é um ser humano singular. Mesmo o Brasil não tendo armas atômicas, porque hoje no mundo só é respeitado quem tem arma nuclear, o Lula é chamado para todo lugar com a palavra de paz, de harmonia e de respeito entre os povos e as nações”, afirmou.
Na sequência, Rui Costa destacou o que considera uma posição diferenciada de Lula entre líderes internacionais e atribuiu isso à capacidade de diálogo do presidente.
“Não tem outro líder, não tem outro líder no planeta de um país desarmado que seja chamado para ser ouvido por todo mundo. E nós somos chamados porque somos respeitados”, concluiu.