Rui Costa defende descentralização de investimentos e política nacional para atrair empresas

Foto: Divulgação
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A adoção de uma política pública nacional para descentralizar investimentos e ampliar o desenvolvimento econômico de estados que, historicamente, estiveram em segundo plano foi defendida por Rui Costa (PT) durante sabatina promovida pelo Grupo A Tarde, na tarde desta segunda-feira (17). Na entrevista, o ex-governador da Bahia e candidato ao Senado do Time de Lula afirmou que, se for eleito, colocar o tema em pauta no Congresso. 

Segundo Rui Costa, a concentração de investimentos no Sudeste, especialmente em São Paulo, cria uma desvantagem para os demais estados brasileiros, incluindo a Bahia. “É um desafio sempre grande porque todos os estados querem, mas é fato que o Sudeste, principalmente São Paulo, leva uma vantagem gigantesca sobre qualquer estado brasileiro e por isso eu sou defensor de uma política pública nacional de descentralizar investimentos", afirmou o ex-ministro da Casa Civil do presidente Lula. 

Na avaliação do candidato, que na Bahia é liderado pelo governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues, a experiência da China mostra como uma política nacional de distribuição territorial dos investimentos pode contribuir para o desenvolvimento de diferentes regiões. “A China, que cresceu, fez isso como política nacional, ou seja, tem uma diretriz nacional para aquela extensão territorial gigantesca de investir e desenvolver todas as regiões da China".

Rui afirmou que a adoção de critérios nacionais para a distribuição dos investimentos será uma das suas bandeiras no Senado. “Esse direcionamento como política pública nacional faz toda a diferença. Esse é um dos debates que eu quero levar para o Senado, porque não pode continuar esse absurdo dessa concentração de investimentos em um só estado", afirmou o candidato que disputa, ao lado de Jaques Wagner, uma cadeira no Senado Federal pelo PT da Bahia.

Rui Costa também relacionou o tema às mudanças previstas com a reforma tributária. Segundo ele, a partir de janeiro de 2027, os estados deixarão de utilizar novos incentivos fiscais como instrumento para atrair empresas.

“Os estados não poderão mais dar novos incentivos fiscais para atrair indústria. Então, se isso não for combinado com uma política nacional de investimento, os estados fora do Sudeste sofrerão muito para conseguir atrair novas empresas”, continuou. Ele defende que a mudança no modelo de incentivos tributários seja acompanhada por uma estratégia nacional de investimentos, de forma a reduzir as diferenças regionais na atração de empresas e na expansão da atividade econômica.

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