Em entrevista à rádio Bahia FM nesta terça-feira (28), o secretário estadual Loyola reagiu às críticas da oposição sobre o sistema de regulação da saúde na Bahia e afirmou que os adversários do governo precisam apresentar propostas concretas para enfrentar os problemas do setor.
Ao ser questionado sobre o trâmite para apresentar ao governo do Estado projetos que possam contribuir para a melhoria contínua do serviço de regulação, Loyola também respondeu às críticas que vêm sendo feitas pela oposição e questionou quais seriam, na prática, as soluções defendidas pelos adversários.
“Eu quero saber como é que eles vão resolver. Como é que vão resolver a regulação?”, provocou.
Na avaliação do secretário, a discussão sobre a regulação não pode ser dissociada da estrutura de saúde dos municípios. Loyola criticou a atuação de prefeituras administradas por grupos de oposição e citou exemplos de cidades que, segundo ele, ainda não contam com hospital municipal.
“O hospital municipal que eles fizeram tem menos leito que o hospital municipal de Itabuna. Feira de Santana não tem um hospital municipal. Vitória da Conquista não tem um hospital municipal. Como é que esses caras vão resolver a regulação?”, questionou.
Loyola também direcionou críticas à atenção básica de Salvador. Segundo ele, a falta de estrutura na rede municipal acaba pressionando o sistema estadual e dificultando a oferta de atendimento à população.
“Se eles não ajudam, a pior atenção básica das capitais do Brasil é a de Salvador. Ele não coloca posto de saúde para funcionar”, afirmou.
O secretário citou ainda as duas policlínicas regionais instaladas em Salvador e afirmou que as unidades são mantidas exclusivamente pelo governo estadual, sem participação da Prefeitura de Salvador. Segundo Loyola, a situação é diferente da encontrada nas demais policlínicas regionais implantadas pelo Estado, que funcionam por meio de consórcios públicos envolvendo as prefeituras.
“Aqui, as duas policlínicas que nós fizemos, nós temos que atender. Nós estamos bancando sozinho, o governo do Estado banca sozinho, porque a prefeitura não quis fazer a parceria conosco. Todas as outras 27 policlínicas são um consórcio com as prefeituras”, declarou.
Ao final, Loyola afirmou que a oposição deveria apresentar, nos seus programas eleitorais, quais medidas pretende adotar para melhorar a saúde pública nos municípios administrados por seus aliados.
“Me diga, eu quero que eles mostrem no programa eleitoral deles, já que eles não colocam nada. O que eles fizeram na saúde básica dos municípios da União Brasil? Coloquem, cadê? Eu quero que eles mostrem”, desafiou.