A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, avalia uma aproximação com o candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante), de olho em um possível segundo turno. Escritor e psiquiatra, Cury aparece nas pesquisas eleitorais como um dos nomes da disputa e pode ganhar relevância em uma eventual segunda etapa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O cenário é comparado por integrantes do PT ao de Simone Tebet nas eleições de 2022, quando a então candidata do MDB terminou a disputa em terceiro lugar, com 3,84% dos votos. Naquele ano, Tebet registrou 1,8 ponto percentual de vantagem sobre Lula, e posteriormente passou a integrar a base de apoio do petista no segundo turno.
A avaliação dentro do entorno de Lula ocorre em meio a um cenário considerado mais apertado para a vitória do presidente, especialmente em uma eventual segunda etapa. Nesse contexto, Cury é visto como um nome que poderia contribuir para a campanha petista, a exemplo do papel desempenhado por Tebet em 2022.
De acordo com petistas ouvidos pelo jornal O Globo, entretanto, uma aproximação com Cury não seria uma tarefa fácil. Os integrantes do partido lembram que Tebet também fez críticas duras a Lula durante a campanha de 2022, mas ressaltam que a ex-ministra do Planejamento nunca afirmou que não apoiaria o atual presidente, como Cury já declarou em diferentes ocasiões. Segundo a pesquisa Datafolha mais recente citada no cenário, Cury aparece com 6% das intenções de voto, mesmo após uma oscilação negativa em relação ao levantamento anterior.