A vereadora Aladilce Souza (PCdoB), segunda suplente na chapa encabeçada pelo senador Jaques Wagner (PT), analisou o cenário de tensão institucional no país durante a "Plenária das Mulheres", evento promovido nesta quarta-feira (9) no Wet Eventos, em Salvador. O ato político reuniu lideranças aliadas ao governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT).
Ao ser questionada sobre o impacto das movimentações políticas em Brasília no andamento do pleito eleitoral, Aladilce defendeu a rigorosa investigação de denúncias envolvendo poderes da República, ressaltando que a estabilidade institucional é indispensável para o processo democrático.
"Acho que estamos vivendo um momento muito grave. Há uma crise que está abalando as instituições, especialmente o Supremo e o Poder Judiciário, que tem que ser o poder que dê estabilidade à República. Há muitas denúncias e acho que todas precisam ser apuradas. Nós não podemos ter o Poder Judiciário, principalmente ministros, envolvidos; ninguém está acima da lei", declarou a suplente ao Senado.
Impacto nas eleições e mobilização popular
Aladilce avaliou que os desdobramentos das crises em Brasília podem influenciar diretamente a reta final da campanha eleitoral, ressaltando a necessidade de serenidade por parte das lideranças políticas e de engajamento popular.
"É um momento de muita atenção, mas é preciso que tanto o presidente do Supremo quanto o presidente Lula ajam com muita tranquilidade. É preciso um posicionamento muito firme do povo brasileiro de exigir apuração e normalidade democrática. A gente sabe que por trás disso tudo tem a possibilidade de desequilibrar o contexto e ter impacto nas eleições, que são daqui a 25 dias", alertou.
Defesa da democracia e articulação eleitoral
Ao encerrar suas declarações, a integrante da chapa majoritária apontou para a atuação de setores da extrema-direita e convocou os eleitores a fortalecerem as candidaturas do campo governista na Bahia e no plano nacional.
"É precisa muita unidade do povo brasileiro. Nós estamos correndo risco de perder a democracia, um risco maior do que o que a gente já teve antes. Sabemos que tem força da extrema-direita a nível internacional articulada e de olho nas nossas riquezas. Acho que essa eleição para Lula a gente tem que ganhar no primeiro turno. É preciso apurar, ninguém está acima da lei, e a gente tem que seguir firme perseguindo a democracia", concluiu Aladilce Souza.