Durante o lançamento do seu livro "Memórias da Pandemia – Os Bastidores", nesta quinta-feira (9) na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA) apontou a preservação do Sistema Único de Saúde (SUS) como a principal lição deixada pela crise sanitária. O parlamentar, que foi secretário de Saúde de Salvador no período, destacou que a inteligência de dados e a rapidez na resposta brasileira só foram possíveis graças à estrutura pública.
"Para mim, o maior exemplo é o SUS. O que o SUS faz? Faz com que o Brasil tivesse uma rede de epidemiologistas que compilasse e analisasse esses dados rapidamente para que nós pudéssemos dar uma resposta efetiva e eficiente. A maior lição é que o SUS deve ser preservado e homenageado, porque é feito por pessoas, para pessoas", afirmou Prates, que na véspera (8) participou de um debate no plenário da Câmara sobre o financiamento do sistema.
O deputado compartilhou um relato emblemático que ilustra a qualidade do serviço público de Salvador no ápice da Covid-19. Ele relembrou um depoimento de Ricardo David, ex-presidente do Esporte Clube Vitória, cujo irmão estava internado em um hospital de campanha municipal. Segundo Prates, mesmo com recursos para a rede particular, a recomendação médica foi pela permanência na unidade pública devido à tecnologia superior disponível naquele momento.
"Ele queria tirar o irmão dele de um hospital de campanha e foi recomendado pelos profissionais da rede particular a não retirá-lo, porque nós estávamos com a tecnologia acima da dos hospitais particulares. Esse é o sonho de qualquer secretário: oferecer um serviço público melhor ou igual ao serviço privado. Essa sempre foi minha obsessão", revelou o parlamentar.