O reforço previsto no orçamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) para 2026 foi defendido pelo pré-candidato a deputado estadual Léo de Neco (Avante) como uma medida capaz de movimentar a economia dos municípios do interior da Bahia. Em entrevista ao podcast Aqui Só Política, o ex-prefeito de Gandu elogiou a decisão atribuída ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e destacou os efeitos que, em sua avaliação, os investimentos podem produzir entre pequenos agricultores e suas famílias.
A previsão de um orçamento de R$ 2 bilhões para a SDR foi discutida durante a entrevista após Léo de Neco ser questionado sobre análises do cenário político que apontam a aplicação de recursos na zona rural como uma possível estratégia para ampliar a presença do governo entre eleitores do interior.
O ex-prefeito rejeitou essa interpretação como única explicação para o investimento. Na avaliação dele, a destinação de recursos para a agricultura familiar produz efeitos econômicos que vão além dos indicadores tradicionalmente captados por pesquisas eleitorais.
Léo de Neco também destacou a experiência de Jerônimo Rodrigues na área. Segundo ele, o atual governador foi o primeiro secretário de Desenvolvimento Rural durante a gestão do ex-governador Rui Costa (PT), o que teria proporcionado conhecimento sobre as dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores baianos.
Para o pré-candidato, o direcionamento de recursos ao setor rural deve ser entendido como uma política de desenvolvimento econômico e social, especialmente nos municípios de menor porte.
“Os recursos públicos precisam ser direcionados para quem mais precisa. Quando o governador destina esse orçamento para a ponta, quem mais precisa melhora de vida, melhora a renda da família, e isso gera uma circulação econômica gigantesca”, afirmou.
Léo de Neco argumentou ainda que o fortalecimento da agricultura familiar pode produzir reflexos sobre o comércio e o mercado de trabalho nos municípios do interior.
“O Estado cresce, gera oportunidade e impulsiona a geração de emprego e renda a partir do meio rural”, concluiu.