O candidato ao Senado João Roma (PL) criticou, nesta sexta-feira (21), a condução do projeto da Ponte Salvador-Itaparica pelo governo da Bahia após a abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público Federal (MPF) para investigar irregularidades no licenciamento ambiental da obra.
Para Roma, a abertura da investigação reforça as críticas à demora do governo estadual em transformar o projeto em realidade, apesar dos sucessivos anúncios feitos ao longo dos governos petistas na Bahia. “Uma obra dessa importância não pode viver de propaganda. Precisa de planejamento, execução e transparência. Depois de quase duas décadas de promessa, agora o Ministério Público abriu um inquérito para apurar possíveis irregularidades no licenciamento ambiental da ponte. Agora, imaginem: tiveram quase 20 anos de promessas e não foram capazes de, sequer, resolverem as licenças!! É o cúmulo do absurdo”, afirmou.
De acordo com as informações divulgadas, o MPF apura possível fracionamento indevido do licenciamento ambiental do Sistema Rodoviário da Ponte Salvador-Itaparica e de suas infraestruturas de apoio. A investigação também analisa a conversão da licença ambiental do Estaleiro São Roque do Paraguaçu para finalidade distinta da originalmente aprovada e a fragmentação do licenciamento de canteiros de obras em Maragogipe, Salvador e Vera Cruz. O inquérito foi instaurado pela Procuradoria da República na Bahia.
“Isso tudo que acontece com a ponte é o espelho do que são os governos do PT na Bahia: muita propaganda, muita enrolação, mas pouca entrega e poucos resultados. E quem perde com isso é o povo”, concluiu João Roma.