O candidato ao Senado Federal, João Roma (PL), destacou a recomposição da aliança política com o ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), para a disputa eleitoral de 2026. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (29), durante sabatina na Rádio Excelsior.
Ao relembrar o cenário de divisão observado na eleição de 2022, o ex-ministro avaliou que a pulverização de candidaturas oposicionistas favoreceu a continuidade do grupo governista no Poder Executivo estadual.
"De fato, há quatro anos eu e ACM Neto estávamos falando de lados diferentes, eu lutando pelas minhas condições. A nossa divisão só gerou muita tristeza, sobretudo para o povo baiano, que precisou amargar mais quatro anos deste grupo político, que coloca bonitas propagandas durante o período eleitoral, mas infelizmente não entregou o que prometeu, não conseguiu melhorar a vida do povo baiano", avaliou João Roma.
Reaproximação política e aliança eleitoral
O postulante do PL explicou que as negociações para a unificação das forças de oposição foram consolidadas após as eleições municipais anteriores, estabelecendo um projeto conjunto para o estado.
"Eu e ACM Neto nos reencontramos após as eleições municipais que ocorreram dois anos atrás, tivemos uma boa e madura conversa, chegamos a uma definição clara de que precisávamos marchar unidos. João Roma com ACM Neto nesse ano de 2026 certamente vai viabilizar que a gente possa passar uma régua nesse período que deixou a Bahia para trás", afirmou.
Críticas aos indicadores sociais e carga tributária
Ao analisar a gestão estadual, o candidato ao Senado apontou problemas críticos na área de segurança pública, no sistema de regulação da saúde e no modelo de arrecadação de impostos.
"A Bahia ficou para trás inclusive perante seus próprios vizinhos. A Bahia cresceu muito nos índices de violência e mais do que duplicou o tempo de permanência na fila da regulação, diferente das promessas do governador de que ia zerar a regulação. A Bahia precisa diminuir os impostos, porque se viu muitos impostos sendo aumentados no nosso estado, que hoje é um dos que mais cobram imposto no Brasil", criticou Roma.
O postulante defendeu ainda a redução da carga fiscal como indutor do desenvolvimento econômico e da criação de postos de trabalho no estado:
"Nós queremos sim dar uma outra opção para a população para que a gente possa diminuir esses impostos, atrair investimentos para o nosso estado e com isso gerar oportunidade de emprego e renda para que cada filho de Deus possa melhorar de vida na Bahia", concluiu João Roma.