Jaques Wagner nega impacto do caso do banco na campanha e acusa adversários de quererem o caos: “Nós queremos eleições”

Foto: Divulgação
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O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que não vê impacto do caso envolvendo o Banco Master sobre sua campanha eleitoral e rejeitou qualquer tentativa de associar seu nome à instituição financeira. A declaração foi dada na noite desta quarta-feira (9), durante ato de plenária das mulheres no Comitê Central, no Wet Eventos, na Avenida Paralela, em Salvador.

Questionado sobre os possíveis efeitos do episódio sobre sua campanha e a disputa pelo governo da Bahia, Wagner disse que não percebe, até o momento, reflexos negativos. Segundo ele, sua presença em diferentes regiões do estado e sua trajetória política contribuem para manter a campanha estável.

“A minha, sinceramente, não percebo. Eu tenho rodado o interior inteiro. A gente tem uma história muito longa.”

O senador negou ainda ter qualquer relação com o banco.

“Eu não tenho nenhum negócio com o banco.”

Na sequência, Wagner afirmou que a instituição teria sido criada durante uma gestão anterior e fechada durante o atual governo, argumento que utilizou para rebater tentativas de relacioná-lo ao caso.

“Na verdade, o banco foi criado por eles, no governo deles, e foi fechado no nosso governo.”

Para o petista, qualquer tentativa de estabelecer uma ligação entre seu grupo político e o episódio seria baseada em especulações.

“Então é ilação e invenção tentar botar a gente no meio disso. Isso aí pertence a eles.”

Wagner também minimizou a possibilidade de que o caso produza consequências eleitorais relevantes e criticou o que considera uma tentativa de transformar o episódio em instrumento de instabilidade política.

“E eu não acho que isso tenha consequência maior. Eles querem ver o caos, porque no caos as pessoas deixam de acreditar na democracia.”

O senador defendeu ainda uma mobilização em defesa do processo eleitoral e da democracia, incluindo a participação da imprensa no debate público.

“E nós temos que botar efetivamente toda a força nossa, toda a energia, vocês da imprensa, porque nós não queremos o caos.”

Em tom mais contundente, Wagner afirmou que o objetivo de seu grupo é garantir a realização das eleições e o respeito ao resultado das urnas.

“Nós queremos eleições, quem ganhar vai governar.”

Ao final, o senador relacionou sua crítica ao episódio de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

“Quem quer o caos são eles, como eles fizeram em 8 de janeiro de 2023.”

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