O candidato a reeleição ao Senado Federal pelo PT avaliou como positiva a reta final da campanha e afirmou que os próximos dias devem ser decisivos para a definição do voto do eleitorado. A declaração ocorreu na noite desta quarta-feira (9), durante ato da plenária das mulheres no Comitê Central, no Wet Eventos, na Avenida Paralela, em Salvador.
Segundo o petista, a percepção do eleitor tende a mudar com a consolidação do programa eleitoral e o avanço das atividades de campanha. Ele destacou que ainda existe uma parcela significativa da população indecisa, sobretudo nas disputas proporcionais e para o Legislativo.
“Primeiro, eu estou vendo uma caminhada extremamente positiva. Estamos praticamente a 25 dias.”
Na avaliação do candidato, as próximas duas semanas de propaganda eleitoral serão importantes para que o eleitor passe a acompanhar com mais atenção os candidatos e faça suas escolhas.
“A partir de sexta ou sábado, que são duas semanas de programa eleitoral, é quando a maioria da população começa a se antenar e a escolher os caminhos.”
Ele ressaltou que o nível de definição do eleitor varia de acordo com o cargo em disputa.
“Em qualquer pesquisa ainda tem muita gente que fala que não sabe, principalmente nas candidaturas legislativas. Para governador e para presidente eu diria que já há uma definição maior.”
Wagner defende abertura de sigilos
Questionado sobre a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de cobrar o fim de sigilos relacionados à investigação do Banco Master, Rui Costa classificou a medida como razoável e defendeu que a abertura seja ampla, e não seletiva.
“Quanto à questão dele pedir levantar sigilo de tudo, eu acho absolutamente razoável.”
O candidato ao Senado citou uma investigação envolvendo seu próprio nome para justificar a defesa de que os documentos sejam disponibilizados de forma abrangente.
“O sigilo da minha investigação foi aberto na véspera da nossa convenção, com a presença de Lula aqui.”
A partir dessa experiência, Rui Costa afirmou que, se houver abertura de informações, ela deve alcançar todos os envolvidos, evitando tratamentos diferenciados.
“Então, já que está abrindo seletivamente, é melhor que abra tudo, porque todos são iguais perante a lei.”
Para o petista, a abertura ampla dos sigilos permitiria estabelecer o mesmo parâmetro para todos os envolvidos na investigação.
“Então, pelo menos, todo mundo ficaria uniformizado e não eventualmente protegido.”