O prefeito Bruno Reis (União Brasil) voltou a fazer duras críticas aos indicadores educacionais do estado e à condução do governador Jerônimo Rodrigues (PT), nesta terça-feira (11), em conversa com jornalistas após uma reunião de trabalho e planejamento ao lado do candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), em Salvador.
O gestor municipal explicou que o encontro com a bancada e pré-candidatos visa alinhar a atuação de rua na capital e no interior antes do início oficial da propaganda e dos atos eleitorais.
"Um bate-papo, uma reunião de trabalho para a gente organizar a estratégia visando aí 4 de outubro. Afinal de contas, a campanha começa oficialmente no domingo (16). Já tem uma série de ações programadas em curso e que a gente precisa compartilhar com todos eles", afirmou Bruno Reis.
"O objetivo aqui é trabalharmos juntos. Nossos pré-candidatos a deputados estaduais e federais são o nosso exército que vai estar nas ruas de Salvador e da Bahia, levando a mensagem de mudança, de fé, de otimismo e de esperança por dias melhores para o nosso estado", completou o prefeito.
Ataque aos índices do Ideb e crítica à "aprovação automática"
Questionado sobre a colocação da Bahia no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o prefeito soteropolitano classificou como inaceitáveis os números apresentados pela rede estadual de ensino e criticou a comemoração de membros do governo diante dos resultados.
"Último lugar no ensino fundamental e no ensino médio. Também último. A aprovação automática fez com que subisse apenas três posições. Infelizmente, eles têm a cara de pau de comemorar. Eles sabem que a proficiência piorou, enquanto o fluxo, por conta da aprovação automática, foi o que permitiu", criticou Bruno.
Ao finalizar o diagnóstico, Bruno Reis relacionou a crise na educação à falta de liderança e conhecimento do território por parte do atual chefe do Executivo estadual.
"Infelizmente, o retrato da educação da Bahia é reflexo de uma má gestão, de uma falta de governo. De um governador que não se posiciona, não toma as decisões, não se aprofunda diante dos temas, não conhece e não governa o estado", concluiu.