Indústria precisa de nova política para ganhar competitividade, diz presidente da CNI

Foto: Divulgação
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O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, defendeu nesta quinta-feira (9) a necessidade de o Brasil acelerar a formulação de uma política industrial mais consistente, apontando o tema como essencial para recuperar a competitividade do setor produtivo no cenário internacional.

 

Em entrevista à imprensa, Alban reconheceu que há sinais recentes de recuperação da indústria, mas ressaltou que o país ainda enfrenta um atraso acumulado ao longo de anos sem diretrizes claras para o setor. “A indústria do Brasil, de modo geral, na verdade, tem retomado, mas nós temos um hiato tão grande, tão grande ao longo desses anos, sem uma política industrial, que nós precisamos renovar e incrementar muito”, declarou.

 

Ele observou que o fortalecimento industrial tem sido uma tendência global, o que amplia a pressão sobre o Brasil. “Se nós já estávamos atrás, e o mundo inteiro, Estados Unidos, China não precisa nem falar, a Europa está se revisitando essas políticas industriais. Se o mundo inteiro está na nossa frente, está sentindo a necessidade de novos realinhamentos, o nosso desafio se torna cada dia maior”, afirmou.

 

O dirigente também chamou atenção para obstáculos estruturais que afetam a competitividade, como o chamado “custo Brasil”. “Fazer a defesa comercial, sabemos que se nós não temos competitividade, sabemos que o custo do Brasil é um grande imbróglio para que nós melhorarmos a nossa competitividade”, disse.

 

Para Alban, a superação desses entraves exige articulação contínua entre governo e setor produtivo, com foco em políticas públicas sólidas. “São desafios constantes, mas o caminho é esse, é continuar persistindo, continuar buscando soluções, continuar fazendo políticas públicas e diálogo”, afirmou.

 

Ao abordar a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1, ele avaliou que o debate não ocorre no momento adequado. “Não é, definitivamente, o momento de uma discussão tão séria. Não dá para se discutir um assunto desse, que compromete o futuro do Brasil”, declarou.

 

Alban também levantou questionamentos sobre possíveis interesses políticos por trás do tema. “Vamos fazer isso por motivações eleitorais, vamos fazer isso por motivações políticas, não faz sentido. Isso não é ter compromisso com o amanhã”, concluiu.

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