O debate sobre a escala 6x1 também entrou na pauta da Marcha dos Prefeitos. Em entrevista ao Classe Política, o presidente da União dos Municípios da Bahia, Wilson Cardoso, avaliou os possíveis impactos econômicos da mudança nas relações de trabalho.
Segundo Wilson, boa parte do setor público e privado já opera no modelo 5x2.
“A escala 5x2 já funciona em mais de 70% do nosso país”, declarou.
Ele citou repartições públicas, indústrias e órgãos administrativos que não funcionam aos sábados, mas ponderou que setores como comércio, agronegócio e pecuária poderiam enfrentar aumento de custos.
“Se passar o 6x1, o produto vai encarecer lá na ponta”, avaliou.
Wilson afirmou que empresários poderiam ser obrigados a contratar mais funcionários ou pagar horas extras, o que impactaria diretamente o consumidor final.
“Esse custo vai para o produto, e quem paga é o consumidor”, disse.
O presidente da UPB defendeu ainda que haja mais flexibilidade nas negociações trabalhistas, especialmente em setores com remuneração por comissão.
“O vendedor quer estar na loja porque vive de comissão”, concluiu.