O vereador Cézar Leite (PL) apresentou uma análise pragmática sobre o cenário sucessório estadual durante entrevista na Câmara Municipal de Salvador, nesta segunda-feira (11). Embora aponte o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) como o favorito no momento, o parlamentar alertou que a vitória da oposição dependerá de uma aliança sólida entre o PL, o União Brasil e outras legendas para enfrentar o que chamou de "força da máquina" do Partido dos Trabalhadores.
Leite não poupou críticas à gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), classificando-a como medíocre, mas ressaltou que o contexto socioeconômico da Bahia favorece a manutenção do grupo governista no poder. "Ninguém está dizendo que é fácil, apesar da mediocridade do governo de Jerônimo. A máquina do Estado é muito forte, todo mundo sabe disso. Quando você tem um estado de miseráveis, infelizmente, e é estatística do IBGE, é uma população que depende do Estado", argumentou o vereador.
Unificação da direita e oposição
Para o parlamentar, a maturidade política será o divisor de águas na próxima eleição. Ele defende que as divergências internas entre as siglas de oposição sejam superadas em prol de um projeto único contra o petismo.
"Se os aliados hoje, o PL, União Brasil e os demais, realmente não formarem uma força contra o PT, vai ser difícil para ACM Neto. Então, eu vejo, sim, que vai ser uma eleição muito difícil, mas Neto está à frente nesse momento", avaliou.
Dados do IBGE e dependência estatal
Cézar Leite utilizou indicadores sociais para justificar a dificuldade de enfrentar o governo estadual, apontando que a estrutura de dependência financeira da população é usada como ferramenta política.
"9% da população da Bahia recebe 240 reais por mês. É uma população, infelizmente, que eles criaram de miseráveis. Quando você tem um governo que exerce com força o dinheiro dessa forma, é difícil, irmão", concluiu o vereador, reforçando que a estratégia de oposição deve focar em romper esse ciclo para garantir a alternância de poder em 2026.