O cenário da mineração na Bahia entra em uma nova e ambiciosa fase com a apresentação do Projeto Santa Rita Underground, realizada nesta quarta-feira (1º), na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).
O evento, promovido pela Atlantic Nickel em parceria com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), reuniu representantes do setor industrial e empresas interessadas em integrar a cadeia de suprimentos daquela que será a maior mina subterrânea de níquel da América Latina, localizada em Itagibá, no sul do estado.
O projeto marca a transição estratégica da lavra a céu aberto para a extração subterrânea, garantindo a expansão da produção e a longevidade da Mina Santa Rita por décadas. Liderado pela Appian Capital Brazil, o empreendimento busca consolidar a Bahia como um dos principais polos mundiais de minerais críticos, essenciais para a fabricação de baterias e para a transição energética global.
Durante o encontro, o foco principal foi a conexão entre as demandas de suprimento do projeto e o potencial das empresas baianas de bens e serviços. A iniciativa, que contou com o apoio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), visa garantir que o desenvolvimento socioeconômico gerado pela mineração permaneça no estado, fortalecendo a economia regional e gerando empregos qualificados no interior baiano.
“A implantação da mina subterrânea é um marco tecnológico e econômico que projeta a Bahia para o futuro da mineração sustentável”, destacaram representantes da Atlantic Nickel durante a apresentação técnica. Eles enfatizaram que a nova fase do projeto em Itagibá não apenas amplia a capacidade produtiva, mas abre um leque inédito de oportunidades para fornecedores locais de engenharia, logística e tecnologia.
Ao final do evento, reforçou-se que o Projeto Santa Rita Underground é uma prova da confiança dos investidores no potencial mineral da Bahia e na solidez da parceria entre o setor público e a iniciativa privada. “Nosso objetivo é transformar a riqueza do subsolo em desenvolvimento real para as comunidades e em competitividade para a indústria baiana”, afirmou o presidente da CBPM, Henrique Carballal, celebrando o início desta nova etapa industrial.