O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (28) que o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), estaria frustrado por não ter sido escolhido como candidato do grupo governista ao Governo da Bahia. A declaração foi dada durante a entrega de uma obra de contenção de encosta na Ladeira da Cruz da Redenção, no bairro de Brotas, ao ser questionado sobre as críticas que vem recebendo do ex-governador.
Na avaliação de Bruno, Rui Costa desejava disputar novamente o Palácio de Ondina, mas acabou preterido pela escolha do governador Jerônimo Rodrigues (PT), decisão que, segundo ele, foi conduzida pelo senador Jaques Wagner.
“Rui Costa está sofrendo, porque queria ser o candidato a governador. Trabalhou para isso e, em determinado momento, puxou o tapete de Jerônimo, botou casca de banana. Só que Wagner botou o dedo no suspiro. É Wagner quem controla o PT.”
O prefeito afirmou ainda que a suposta frustração faz com que Rui tente ocupar o protagonismo político dentro do grupo governista.
“Por essa frustração, ele às vezes se sobrepõe à liderança do governador. Quer mostrar, tem a necessidade de aparecer que ele é o líder, e não o governador Jerônimo Rodrigues. Aí assume o papel de candidato ao Governo da Bahia.”
Bruno Reis também defendeu que o debate eleitoral deve ser protagonizado pelos candidatos ao governo e não por outras lideranças políticas.
“Quem vai para os debates é Jerônimo. E que bom que ele vá para os debates. O povo vai ter uma oportunidade que não teve na eleição passada, porque Jerônimo fugiu dos debates. No segundo turno, não foi a nenhum debate para comparar quem tinha melhores condições de resolver os problemas da Bahia.”
Na sequência, o prefeito afirmou acreditar que um eventual confronto direto entre o governador e o ex-prefeito ACM Neto poderá ampliar a vantagem do candidato da oposição.
“Não tenho dúvidas de que, se ele tiver realmente a coragem de ir, isso permitirá que a vitória de ACM Neto seja ainda maior, porque o povo poderá comparar os dois, coisa que não teve oportunidade de fazer na última eleição.”