Bruno Reis acusa grupo de Jerônimo de crime eleitoral durante visita de Lula a Salvador

Foto: Divulgação
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Um dia após a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Salvador, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) questionou a mobilização realizada pelo grupo governista e acusou o PT de ter utilizado estruturas do Governo do Estado para transportar participantes do ato político. A declaração foi feita nesta quinta-feira (1º), durante a entrega de uma escola municipal no Calabetão.

Ao comentar a caminhada realizada na terça-feira (29), Bruno Reis colocou em dúvida o caráter espontâneo da participação popular e afirmou que parte do público teria sido levada ao evento em veículos oficiais.

“Hoje, mobilizando o interior todo, usando as estruturas do governo, ônibus do transporte escolar, é fácil botar gente”, declarou o prefeito.

A manifestação ocorreu depois da realização da chamada “Caminhada da Vitória”, organizada pela base governista durante a passagem de Lula pela capital baiana. O evento percorreu o Circuito Orlando Tapajós, no sentido inverso ao tradicional trajeto do Carnaval de Salvador. Segundo os organizadores, aproximadamente 200 mil pessoas participaram da atividade.

Prefeito questiona participação

Durante a fala, Bruno Reis estabeleceu uma diferença entre os participantes que teriam comparecido por iniciativa própria e aqueles que, segundo sua acusação, teriam sido mobilizados por estruturas ligadas ao poder público.

“Vocês têm que medir quem estava lá espontaneamente, quem não é militante, quem foi lá porque iria se empolgar em ouvir uma palavra de esperança de dias melhores para a Bahia e para o Brasil”, afirmou.

Na sequência, o prefeito fez uma acusação direta sobre o uso de veículos oficiais.

“Militância, gente transportada em veículos oficiais cometendo crime eleitoral é fácil. Quero ver espontaneamente”, disse Bruno.

A acusação apresentada pelo prefeito não equivale, por si só, a uma constatação judicial de crime eleitoral. Eventuais irregularidades relacionadas ao uso de bens ou estruturas públicas em campanha dependem de apuração pelas autoridades competentes.

Críticas ao grupo governista

A fala de Bruno Reis ocorre em meio à reta final da disputa pelo Governo da Bahia, que tem ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) entre os principais candidatos.

O prefeito de Salvador é aliado de ACM Neto e vem utilizando seus discursos recentes para criticar a estratégia eleitoral do grupo governista e a associação entre Jerônimo e Lula. Em agosto, Bruno já havia afirmado que a presença do presidente na Bahia não deveria determinar a escolha do eleitor para o governo estadual.

Nos últimos dias, o prefeito também criticou a participação de Jerônimo em agendas com Lula e questionou a ausência do governador em debates eleitorais. Em declaração anterior, Bruno afirmou que a visita presidencial estaria sendo utilizada como justificativa para a ausência do candidato petista em um debate.

Ato de Lula em Salvador

A visita de Lula à capital baiana ocorreu na reta final do primeiro turno e foi utilizada pela campanha governista para reforçar a associação entre o presidente e Jerônimo Rodrigues.

O ato teve forte presença de militantes e apoiadores do grupo político do governador. A organização estimou público de aproximadamente 200 mil pessoas, número que passou a ser questionado por adversários políticos após a caminhada.

Ao reagir à mobilização, Bruno Reis voltou a defender que a participação espontânea do eleitor seja diferenciada da presença de militantes organizados.

“Quero ver espontaneamente”, repetiu o prefeito ao encerrar sua crítica.

As acusações feitas por Bruno Reis poderão ser objeto de apuração caso sejam apresentadas às autoridades eleitorais competentes, que são responsáveis por avaliar eventual existência de irregularidades.

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