O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), reagiu às críticas feitas por integrantes do governo estadual e acusou a gestão baiana de tentar transferir responsabilidades por atrasos em obras e programas habitacionais. Segundo ele, há “limite” para o embate político.
Ao comentar a execução de empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida, o prefeito afirmou que o atraso não pode ser atribuído à prefeitura.
“Eu acho que tudo tem limite na política. Eles não entregaram empreendimento do Minha Casa Minha Vida porque se atrasaram, não cumpriram a agenda. E aí vir penalizar a prefeitura, em especial o prefeito, isso é deslealdade. E sempre que houver isso eu vou reagir”, declarou.
Bruno Reis também citou obras de mobilidade urbana para reforçar que, segundo ele, o problema está na ausência de documentação por parte do governo do Estado. Entre os exemplos, mencionou o VLT de Salvador e a expansão do Metrô de Salvador até o Campo Grande.
“O próprio VLT que foi visitado até hoje só tem alvará de terraplanagem, porque eles nunca entregaram a documentação completa. O metrô até o Campo Grande que eles foram iniciar no mesmo dia também não tinha alvará para obra”, afirmou.
O prefeito disse ainda que, mesmo diante de pendências, a gestão municipal buscou evitar prejuízos à população.
“A prefeitura disse que mesmo assim poderia ser entregue para não penalizar as pessoas, não mexer com os sonhos e expectativas das pessoas. A gente sabe a importância da casa própria”, completou.
Bruno Reis concluiu afirmando que a prefeitura sempre priorizou projetos estaduais, mas classificou como “inadmissível” a tentativa de atribuir à gestão municipal a responsabilidade por atrasos.
“Sempre foi dado aos empreendimentos do Estado prioridade máxima na Prefeitura. Querer buscar justificativas para seu atraso, transferindo responsabilidade para os outros, aí não, é inadmissível”, disse.