“Bolsonarismo vai aos Estados Unidos lamber as botas e pedir para castigar o Brasil”, diz Jerônimo

Foto: Divulgação
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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou nesta quarta-feira (3) setores ligados ao bolsonarismo e afirmou que adversários políticos atuam contra os interesses nacionais ao defender medidas que possam prejudicar a economia brasileira no exterior.

Ao comentar declarações sobre um suposto desgaste do PT e a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obter na Bahia um desempenho eleitoral inferior ao registrado em eleições anteriores, Jerônimo evitou polemizar com projeções eleitorais e afirmou que seu foco é trabalhar pela continuidade do projeto político liderado pelo presidente.

“Eu quero ganhar as eleições, que seja por um voto, que seja por dois votos. Esse é o desejo da gente. Eu vou trabalhar para isso. Dar continuidade ao governo do presidente é importante para o Brasil”, declarou.

Na sequência, o governador elevou o tom das críticas ao bolsonarismo ao comentar movimentações políticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

“Estamos vendo agora a corda puxada. O bolsonarismo vai aos Estados Unidos lamber as botas, pedir para castigar o Brasil. É impressionante isso”, afirmou.

Jerônimo disse considerar contraditória a postura de lideranças que pretendem disputar a Presidência da República enquanto, segundo ele, adotam posições que prejudicam os interesses econômicos do país.

“Como é que alguém que quer concorrer a um governo federal sai do país para pedir contra o próprio país? Não tem como”, questionou.

O governador também citou os impactos de medidas tarifárias internacionais sobre a economia brasileira e argumentou que eventuais prejuízos não atingem apenas o governo federal, mas também setores produtivos.

“Todo mundo sabe que esse tarifaço é um castigo, é um prejuízo. Não é para Lula simplesmente como presidente. É para a classe produtiva, para os exportadores. É impressionante como algumas pessoas não querem enxergar”, declarou.

Por fim, Jerônimo voltou a acusar adversários de fazerem oposição aos interesses nacionais e defendeu que estados e governos precisam se preparar para enfrentar os efeitos de possíveis turbulências econômicas.

“Um candidato à Presidência da República está fazendo jogo contra o próprio país. Como é que o Estado da Bahia vai se preparar? É essa a preocupação que nós temos”, concluiu.

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