Deputado saiu em defesa do governador Jerônimo e rebateu ex-prefeito, ao lembrar das privatizações da Refinaria Landulpho Alves e da BR Distribuidora, no governo Bolsonaro, fragilizaram proteção da economia contra crises internacionais
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu, nesta sexta-feira (27), as declarações de ACM Neto (União Brasil) e apontou que a alta dos combustíveis é resultado da guerra internacional provocada por Donald Trump contra o Irã e das privatizações realizadas no governo Bolsonaro (PL), com apoio do União Brasil, partido do qual o ex-prefeito de Salvador é vice-presidente nacional.
Segundo Robinson, a tentativa de responsabilizar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) não passa de desespero da oposição, que ignora fatores estruturais e internacionais que pressionam os preços e passam a divulgar fake news para manipular a opinião pública.
“É um discurso marcado pelo cinismo, pela hipocrisia e pela mentira. ACM Neto tenta enganar a população ao jogar nas costas do governador uma responsabilidade que não é dele”, afirmou.
O parlamentar destacou que a crise dos combustíveis é global.
“O mundo inteiro está enfrentando alta nos combustíveis por conta de conflitos internacionais, provocados pela guerra liderada por Donald Trump contra o Irã, que impacta diretamente o preço do petróleo e dos alimentos em todo mundo”, disse.
Ele também atribuiu o agravamento da situação no Brasil a decisões do governo Bolsonaro, com apoio do União Brasil.
“No país, a crise foi aprofundada por escolhas desastrosas de Bolsonaro, como a privatização da Refinaria Landulpho Alves e da BR Distribuidora, que retiraram instrumentos de controle de preços. Isso teve apoio do União Brasil e o silêncio cúmplice de ACM Neto”, criticou.
Para o deputado, o ex-prefeito de Salvador tenta esconder sua posição política que contribuiu para a crise.
“Ele quer posar de defensor do povo agora, mas esteve ao lado de quem desmontou a política energética nacional. Está do lado e também é defensor das privatizações de ativos estratégicos que protegiam a economia baiana e brasileira. Está do lado e também defendeu as reformas trabalhista e da previdência, que retiraram direitos da classe trabalhadora. Essa é a verdade que a população conhece e ACM Neto quer esconder por oportunismo eleitoral”, enfatizou Robinson Almeida.