Em ato político no Farol da Barra, candidato a vice de Flávio Bolsonaro também criticou Lula e fez manifestações contra o ministro Alexandre de Moraes
O combate à criminalidade e o endurecimento das punições para infratores estiveram no centro do discurso de Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, durante um ato político realizado no sábado (17), no Farol da Barra, em Salvador. Diante de apoiadores, o deputado federal defendeu medidas rigorosas contra o crime organizado e destacou a castração química como uma das propostas associadas ao eventual governo da chapa.
Ao discursar do alto de um trio elétrico, Gaspar afirmou que uma possível administração de Flávio Bolsonaro, a partir de janeiro de 2027, adotaria uma postura de enfrentamento às organizações criminosas. A declaração sobre a castração química ganhou destaque na fala do parlamentar, que associou a proposta à promessa de ampliar o rigor das políticas de segurança pública.
O candidato a vice também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante o evento, incentivou palavras de ordem contra o chefe do Executivo federal e demonstrou confiança na vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro.
As críticas se estenderam ao Judiciário. Gaspar participou de manifestações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em mais um momento de confronto político durante o ato.
A segurança pública tem sido um dos temas centrais da campanha de Flávio Bolsonaro. Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão o endurecimento das medidas contra facções criminosas e a defesa da castração química para condenados por crimes sexuais.
As declarações feitas no Farol da Barra reforçam o tom adotado pela chapa na reta final da disputa presidencial, com ênfase no combate ao crime organizado, em punições mais severas e em críticas ao atual governo federal.
As propostas anunciadas durante o evento representam compromissos de campanha e, caso a chapa vença a eleição, sua eventual implementação dependerá dos procedimentos legais e institucionais aplicáveis.